Bióloga da UFJF conclui tese de doutorado sobre condições da água do lago do Museu


:: Prefeitura em 13/07/2017 17:15 ::

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A bióloga e pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Marcela Miranda, apresentou no final de junho a conclusão de sua tese de doutorado em ecologia, que teve como tema a água do lago do Museu Mariano Procópio. Na quarta-feira, 12, os resultados da pesquisa foram apresentados à direção e demais colaboradores da instituição.

O título da tese é Medidas de Mitigação Para o Controle e Manejo das Florações de Cianobactérias em um Sistema Tropical Raso, e o objetivo da pesquisa é o de minimizar as florações de cianobactérias (algas) no lago do Museu. São elas que deixam a água do lago verde. Seu aumento se deve à ampliação de nutrientes, como fósforo e nitrogênio, que entram no lago por diversas fontes, como água de chuva, fezes de pássaros e folhas de árvores. O excesso desses componentes promove a eutrofização do lago e promove as florações de cianobactérias.

Florações de cianobactérias no lago do Museu são registradas desde o início de 2012, quando visitantes e funcionários do parque verificaram alteração na coloração da água e presença de nata verde densa. Esses foram os primeiros registros feitos das florações de cianobactérias. Em 2012, a direção do Museu procurou a UFJF em busca de uma alternativa para limpar a água do lago. Analises foram realizadas no período e deram sequência à pesquisa.

O trabalho foi desenvolvido em três fases. A primeira foi para conhecimento do sistema (o lago), ou seja, a atividade através de monitoramento, para avaliar a qualidade da água e as entradas de fósforo do lago (2012 a 2014). Na segunda foram realizados experimentos no laboratório, ao longo de 2015, utilizando a água do lago e testando alguns produtos, para flocular e sedimentar as algas e remover o fósforo da água. Na terceira foram feitos experimentos em campo, utilizando mesocosmos, sistema que isola uma coluna de água do lago, quando foram testados produtos e dosagem resultantes das avaliações em laboratório. Com a finalização da tese, o próximo passo é o trabalho em conjunto com o Museu, para apresentar a melhor alternativa de recuperação do lago.

O trabalho foi coordenado por Marcelo Manzi Marinho, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em parceria com vários pesquisadores, universidades e instituições de pesquisas: além da UFJF e UERJ, as universidade de São Paulo (USP) e de Wageningen (WUR), na Holanda, e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), financiada pelo Ciência sem Fronteiras, programa do Governo federal. A análise de nutrientes da primeira fase do trabalho foi feita com o Laboratório de Ecologia Aquática da UFJF. A segunda, tanto a realização dos experimentos como a análise, com o Laboratório de Ecologia e Fisiologia de Algas da Uerj e o Laboratório de Qualidade Ambiental da Faculdade de Engenharia da UFJF. Na terceira, ocorreram o planejamento WUR e UERJ; as análises de nutrientes, com o Laboratório de Ecologia e Fisiologia de Algas da UERJ, de toxinas, com o Laboratório de Toxinas e Produtos Naturais de Algas (USP). E as de gases de efeito estufa (Inpe).

Após a apresentação do trabalho acadêmico, a autora dará seguimento junto a instituição, para desenvolvimento e aplicação das práticas no controle da eutrofização e possível eliminação das cianobactérias (algas). Entre as medidas apontadas estão a redução da entrada externa de nutrientes (fósforo e nitrogênio) e a utilização de compostos e redução das cianobactérias e da entrada interna de nutrientes.

Foto: Gil Velloso.

* Informações com a assessoria da Fundação Museu Mariano Procópio pelo telefone 3690-2004.

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