O ribeirinho e a tartaruga


:: El Pais em 07/01/2018 12:32 ::

Tuíca quase não enxerga. Uma película branca cobre os seus olhos, o esquerdo com mais ferocidade. Aos 51 anos de uma vida de pesca, caça e enxada na floresta amazônica, às vezes ele se levanta e a coluna vertebral não o acompanha. Tuíca então se assemelha a uma tartaruga, “quase cheirando o chão”, até que lentamente as vértebras se espicham. Ainda assim é um dos pescadores mais extraordinários da região. Porque Tuíca adivinha os bichos com sentidos que a floresta inventou pra ele. É um homem de silêncios e, como tantos ribeirinhos ali, de tristeza por uma vida que é sempre um quase. Quando tudo quase está bem, há um barramento.

Seguir leyendo.

Clique aqui para ver esta matéria na fonte original.

Anúncios