O que devemos aos nazistas


:: El Pais em 10/01/2018 16:57 ::

O horror caduca antes da beleza. Em agosto de 2009, a princesa Mette-Marit viajou a Presteid, um povoado a 1.500 quilômetros de Oslo. Completavam-se 150 anos do nascimento de Knut Hamsun, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1920, e a futura rainha da Noruega havia sido encarregada de inaugurar um espetacular Centro Hamsun projetado por Steven Holl. Todas as honrarias pareceriam insuficientes para recordar o escritor norueguês mais universal depois de Ibsen, não fosse o fato de o homenageado ter deixado duas pedras em nossos sapatos.

Uma delas é o elogio fúnebre que em 1945 dedicou a um “guerreiro da humanidade” que acabava de se suicidar: Adolf Hitler. Com a derrota alemã selada, ninguém podia acusá-lo de oportunismo, como quando deu a medalha do Nobel de presente a Goebbels ou comemorou a ocupação de seu próprio país – foram cinco anos sob o jugo nazista.

Seguir leyendo.

Clique aqui para ver esta matéria na fonte original.