Temer explica a Maia “piscadinha” para Alckmin


:: Kennedy Alencar em 11/01/2018 12:04 ::

O presidente Michel Temer telefonou nesta manhã para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) a fim de jogar panos quentes em relação à entrevista da jornalista Eliane Cantanhêde com o peemedebista, publicada hoje pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

Na entrevista, com foto na primeira página com Temer dando piscadinha (trabalho do André Dusek), houve um aceno para o governador Geraldo Alckmin. O peemedebista disse que o governador paulista, provável candidato do PSDB à Presidência, transmite “segurança e serenidade”. O presidente afirmou que o eleitorado votará em outubro em busca desses atributos.

Ao mesmo tempo, Temer disse que seria melhor para ele que Meirelles ficasse no Ministério da Fazenda e que, no seu entender, a movimentação política de Maia teria mais foco na disputa para se reeleger deputado federal do que para conquistar o Palácio do Planalto.

Temer telefonou para Maia hoje a fim de deixar claro que não pretende atrapalhar o sonho presidencial do deputado federal.

Em relação a Meirelles, o peemedebista reitera a avaliação de que acha que o ministro daria um bom presidente da República.

Ao falar que o eleitor buscará “serenidade e segurança” na eleição, Temer também alimenta a leitura de que ele poderia tentar se reeleger. O peemedebista disse que a sucessão presidencial só começa a partir de março. O governo tem a expectativa de que a população sentirá uma melhora da economia real nessa época.

Faz parte do papel do presidente vender o peixe dele e defender a sua gestão. Mas a marca da corrupção colou na imagem do governo. Na campanha, a ligação com a atual administração, poderá ser mais um passivo do que um ativo eleitoral.

Vale ler a entrevista de Temer a Eliane Cantanhêde.

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Febre amarela e reforma da Previdência

Durante o “Jornal da CBN”, houve entrevistas com o secretário de Saúde de São Paulo, David Uip, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernado Segóvia.

Uip disse que pretende vacinar toda a população do Estado contar a febre amarela até o fim de 2018. Ele também respondeu à indagação de que teria haviado falha de planejamento, já que as doses das vacinas estão sendo fracionadas para um combate emergencial.

Segóvia disse considerar que é seu papel, como diretor da PF, ter reuniões com outras autoridades, como o presidente da Câmara. Ele se encontrou com Maia em novembro com o objetivo de defender uma regra de transição para policiais na reforma da Previdência.

Disse que não considerava inadequado se reunir com políticos que respondem a inquéritos no âmbito da Lava Jato, caso de Rodrigo Maia e do relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Maia. Ressaltou a importância do princípio jurídico da “presunção de inocência”. Segóvia rebateu a ideia de que a regra de transição para aposentadoria de policiais seria privilégio.

Abaixo, ouça os dois comentários sobre a conversa de Temer com Eliane Cantanhêde e as entrevistas com David Uip e Luiz Fernando Segóvia.

Piscadinha presidencial

Telefonema para Maia

David Uip

Fernando Segovia

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