Um tsunami de verdade e fastio


:: El Pais em 13/01/2018 22:09 ::

Cem mulheres francesas da área cultural assinam um manifesto em favor do patriarcado na França e seu eco tem ressonância em todo o mundo. É a estratégia habitual, quando as demandas feministas calam em boa parte da sociedade e se evidencia não só que suas reivindicações são justas, como que são necessárias e urgentes. Então procura-se rapidamente mulheres que façam o trabalho sujo, ou seja, que enfrentem essas reivindicações para ganhar um pouco de tempo. O patriarcado procura mulheres para fazer o trabalho sujo quando este não é aceitável para os homens, ou seja, quando os homens têm medo de fazê-lo porque isso evidenciaria demais sua situação de poder ou porque simplesmente seus argumentos são inconsistentes.

A história tem milhões de exemplos. Na Espanha, provavelmente, o paradigma seja o enfrentamento entre Victoria Kent e Clara Campoamor quando esta defendia o direito ao voto para as mulheres. O partido de Kent só tinha uma deputada e foi ela exatamente a escolhida para defender o indefensável: a rejeição ao sufrágio universal. Os franceses fizeram o mesmo: esconderam-se atrás de cem mulheres para defender o indefensável: a violência masculina, especialmente sexual, que nós, mulheres, sofremos em todo o mundo.

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