Em tempo de carnaval e chuva, Saúde pede alerta à população contra o Aedes aegypti


:: Prefeitura em 06/02/2018 19:12 ::

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Chuvas constantes e período de carnaval, quando muitas famílias viajam e deixam suas casas fechadas, podem se tornar aliados para a proliferação do Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. Isso porque, ao não realizar a revisão e retirada de recipientes que podem acumular água da chuva nos quintais e áreas, nos dias mais quentes que muitas vezes sucedem o período de chuvas o morador acaba criando possibilidades de o mosquito encontrar locais e condições adequadas para se proliferar.

O coordenador geral de campo da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Juvenal Marques Franco, explicou que a população deve se manter alerta durante todas as épocas do ano, mas é no período de chuvas que os cuidados são redobrados: Verificar sempre os locais que podem acumular água parada, como calhas entupidas, vasos de plantas, hortas, lajes e piscinas não tratadas, entre outros, é dever nosso. É atuar mesmo, naqueles dez minutinhos por semana, e fazer a verificação. Quase 90% dos focos do mosquito estão nas residências, e para que a cidade não sofra com as doenças, que são muito sérias e trazem sequelas, é importante agir preventivamente.

Ele destacou ainda que, para aqueles que vão viajar, a verificação deve ser ainda mais rigorosa, reservando tempo maior, já que as casas ficarão fechadas. A recomendação é eliminar todos os objetos que facilitem o acúmulo de água, dentro e fora de casa, e refazer a vistoria logo após o retorno da viagem. Juvenal lembrou também que Juiz de Fora está com Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) de 3,9%, ou seja, em estado de alerta, embora o número de notificações de casos de dengue, chikungunya e zika esteja baixo e a população tende a relaxar. Só se todos fizerem a sua parte, evitando os focos do mosquito, é que a cidade poderá ficar livre de todas as doenças causadas pelo Aedes, incluindo a febre amarela, que no momento não é transmitida pela espécie, mas, caso o cidadão se descuide, pode vir a se tornar realidade.

Confira no hotsite JF Contra o Aedes todas as dicas para manter as residências, comércio, obras, lotes e terrenos vazios livres de focos. Denúncias e dúvidas pelo telefone (32) 3212-3070, no Setor de Apoio à Dengue.

Cobertura vacinal

Juiz de Fora já está próxima de atingir a meta de vacinação contra febre amarela estabelecida pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG). Até 26 de janeiro, 94,76% da população já havia sido vacinada. A vacina, conforme destacou a gerente do Departamento de Vigilância em Saúde, Michele Freitas, protege o cidadão apenas da febre amarela: Ela não tem efeito para doenças como a dengue, chikungunya e zika. Essas precisam ser evitadas, impedindo a proliferação de focos do mosquito Aedes aegypti e também por meio da utilização de repelente.

Boletim epidemiológico da SES/MG

No Boletim Epidemiológico desta terça-feira, 6, a SES/MG divulgou a confirmação de mais dois óbitos de moradores de Juiz de Fora por febre amarela e a hospitalização de outros três, também com o vírus. Ao todo, são seis casos confirmados da doença na cidade.

* Informações com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde pelos telefones 3690-7123/ 7389.

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