Escolas Cervejeiras (parte 2)


:: TM Blogs em 06/02/2018 11:47 ::

Fala, canequeiros!

É hora de continuar falando sobre a escola cervejeira alemã! No post passado eu me comprometi a falar sobre os estilos de cervejas desta escola, e como promessa feita é promessa cumprida, trago aqui algumas informações sobre quatro estilos bem reconhecidos no mundo cervejeiro.

Mas, como todo bom professor, antes vamos relembrar algumas coisas da aula passada. A escola alemã é a mais reconhecida na produção de cerveja no mundo ocidental e, apesar do nome, ela compreende as técnicas e estilos de cerveja que foram produzidos na República Tcheca, na Áustria e na Alemanha.

A escola é responsável pela Pilsen, um estilo de cerveja muito popular, e por outros estilos fabricados de forma artesanal que são admirados também por todo o mundo.

A história da escola cervejeira alemã é cheia de marcos que impactaram a produção de cerveja ao longo dos tempos e tem como uma de suas características mais marcantes as cerveja maltadas, ou seja, cervejas puro malte que você encontra hoje em dia. Outro exemplo importante é o episódio que mencionei no último post, quando em 1842 o mestre cervejeiro Josef Groll criou a famosa Pilsen na atual região da República Tcheca. Você encontra o estilo Pilsen em qualquer bar ou mercado. Provavelmente a primeira cerveja que você tomou foi uma Pilsen. Ela se popularizou por sua drinkability, como os gringos chamam o líquido que é bebível e agradável.

Mas há muitos outros estilos de cervejas na rica escola alemã. Diferentemente da Pilsen, elas não foram tão popularizadas e nem são vendidas em larga escala, a fabricação é artesanal e com uma produção mais elaborada. Estas outras também têm seu público, fazem sucesso, e suas características e sabores provam que o diferencial entre as cervejas pode ser ilimitado. Se organizar direitinho todo mundo aprende, então vamos lá com uma lista dos quatro conhecidos estilos da escola cervejeira alemã.

weiss-700x467.jpg

Pilsen

Como já falei, a Pilsen é popular e agradou o paladar mundial. A receita desse sucesso possui coloração amarela dourada, é cristalina e tem espuma branca e compacta. Seu aroma é maltado e de lúpulos herbais.

Wiezen ou Weiss

Aqui estamos falando das famosas cervejas de trigo. Falei no primeiro texto sobre a antiga Lei da Pureza na escola cervejeira alemã, que só tinha a cevada como o grão permitido na produção. Mas, por motivos políticos e econômicos da época, a família real abriu uma exceção para o uso do trigo.

São cervejas douradas, com pouco amargor e gosto que sobressai o trigo e alguns sabores como maçã, banana ou floral. São as mais procuradas para o estágio inicial de quem quer aprender a degustar cervejas. Existem também weizens/weiss com coloração mais escura e maior teor alcoólico.

Märzen

Märzen significa março em alemão, mês em que esta cerveja era fabricada. Seu tempo de armazenamento era durante o verão até o início do outono e o consumo acontecia majoritariamente no mês de outubro. Ela foi criada por volta do século XVI e desde a primeira edição da Oktoberfest, em 1810, ela vem sendo o estilo oficial de cerveja desta famosa festa alemã, que é reproduzida também em algumas cidades brasileiras.

A Märzen é uma cerveja com leves notas de malte tostado, sua coloração varia do dourado ao vermelho-âmbar. Sua espuma é densa, o corpo é médio e a textura cremosa.

Dunkel

Dunkel é a palavra escuro em alemão, que faz jus à coloração desta cerveja de tom de cobre profundo a marrom escuro. São tradicionais na atual região de Munique, possuem alta ênfase no malte e apresentam poucos traços de torrefação no sabor. Você pode encontrar as Dunkel com aromas e sabores de castanha, café e chocolate. E aí, já ficou com vontade de tomar um caneco de cada? Pois saiba que tem muito mais! É comum que cada cidade ou vila da região tenha sua própria cerveja artesanal, que são mantidas por décadas mesmo com a competição do grande mercado cervejeiro.

Já que você não é aluno de matar aula, fique ligado na série porque no próximo post eu volto com mais conteúdo sobre as escolas cervejeiras! Que tal uma voltinha pela Escola Belga?

E lembre-se: aprecie com moderação e use protetor solar durante o dia.

The post Escolas Cervejeiras (parte 2) appeared first on Tribuna de Minas.

Clique aqui para ver esta matéria na fonte original.