Fernando Pessoa e a grande explosão da vanguarda portuguesa


:: El Pais em 14/02/2018 21:18 ::

Por pouco que tenhamos frequentado o Livro do Desassossego, cuja autoria Pessoa atribuiu ao ajudante de guarda-livros Bernardo Soares, já saberemos que seu afastamento da vida e da ação comum ele o subtrai às coordenadas precisamente históricas, e que seu incurável exílio da vida espontânea o fez ver refletido no outro e nos outros seu doloroso cativeiro reflexivo. É isso — “o homem completo é aquele que se ignora” — o que afasta sua personalidade criadora do otimismo e da euforia, sejam eles construtivos ou destrutivos, da época das vanguardas, que foi a sua.

Caberia ainda reconhecer nele os traços e platônicos e paulinos, ou talvez agostinianos — mas em todo caso existenciais —, de quem sofre por não poder ser um transeunte como outros, com a fé não premeditada que se supõe neles, voltado como eles à ação prática e sem distância consigo mesmo.

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