Margarida Salomão recebe a medalha Rosa Cabinda


:: Margarida Salomão em 08/03/2018 14:29 ::

A deputada federal Margarida Salomão recebeu nesta quarta-feira (07) a medalha Rosa Cabinda, distribuída pelo Fórum de Coletivos de Movimentos de Mulheres de Juiz de Fora. No total, 25 mulheres juizforanas-, de diferentes lutas sociais foram agraciadas. “Para mim é um imenso privilégio estar na companhia de vocês, cada qual um exemplo de vida. Cada mulher homenageada aqui, com sua trajetória, com sua experiência, faz parte de um movimento reverso, o movimento de serem homenageadas pela nossa cidade”. Isso é uma coisa muito bonita. Que essa seja a medalha Rosa Cabinda! Ela é uma forma de inverter a história.

De homenagear quem trabalha, de homenagear quem sofreu e quem não teve nenhuma chance”, destacou a ex-reitora.

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Em sua fala, a deputada destacou a invisibilidade do trabalho feminino e a necessidade das mulheres ganharem voz na sociedade. “Essa é uma marca do trabalho feminino. O trabalho de arrumar a cama, de lavar a roupa, de arrumar as coisas, de arrumar a vida. É um trabalho imprescindível, mas é uma coisa que se faz todo dia e as pessoas nem notam que vem a ser feito. Quando você tem visibilidade, mas essa visibilidade é rara, ela tem o caráter de uma cicatriz. Uma cicatriz que nós precisamos de curar. Havemos de curá-la com a nossa luta, com a nossa esperança. Até porque, como diz a Marcha Mundial das Mulheres, estamos para marchar até que todas sejamos livres”, destacou a ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora.

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O que é a medalha Rosa Cabinda

A medalha Rosa Cabinda é homenagem que surgiu visando valorizar a contribuição das mulheres para Juiz de Fora e região, uma vez que a participação feminina foi e é fundamental para a construção da cidade. O nome escolhido para a medalha é simbólico. Rosa Cabinda foi escrava do Comendador Henrique Halfeld. Com a Lei Rio Branco em 1871, ela passou a ter direito de comprar sua própria alforria. No entanto, o comendador não lhe concedeu, alegando que a oferta da escrava era inferior ao seu próprio valor. Cabinda, 44 anos e com deficiência em uma das mãos, recorreu à justiça e conseguiu ser alforriada.

Confira as contempladas com a Medalha Rosa Cabinda

  • Viviane Anderson: Atleta premiada. Possui um projeto social voltado para o atletismo que atende crianças carentes;
  • Karol Vieira (Mc Xuxu): Militante trans e cantora;
  • Encrespa Geral Juiz de Fora: Projeto de valorização do cabelo e da identidade negra;
  • Laura da Conceição Oliveira: Rapper e poetisa feminista;
  • Neli Nunes da Silva: Varredora de rua do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb);
  • Tatiana de Souza Gomes: Coordenadora Regional do MST na Zona da Mata;
  • Maria Elisa Vieira Braga Barone: Sindicalista do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-Ute);
  • Nair Barbosa Guedes: Professora e ex-vereadora de Juiz de Fora;
  • Claudia Beatriz Cimino: Bailarina e fundadora do Real Balet;
  • Maria Helena Falcão Vasconcelos: Liderança comunitária do Vale Verde;
  • Fabiana Rabelo dos Santos: Coordenadora do Centro de Referências de Direitos Humanos;
  • Suzana Villaça Freitas Neves: Defensora reconhecida dos Direitos Humanos em Juiz de Fora e Minas Gerais;
  • Margarida Salomão: Primeira e única reitora da UFJF;
  • Deolinda Tavares Monteiro: Dona da Padaria Linda;
  • Lecy Francisca de Oliveira: Lecy do Samba, mãe da Sandra Portela e compositora reconhecida na cidade e liderança comunitária do Olavo Costa;
  • Regina Célia Lopes: Produtora Rural;
  • Papo de Preta: Programa no youtube que visa valorizar e dar voz à cultura negra;
  • Almerinda da Silva Hora: Liderança comunitária do bairro Ponte Preta;
  • Júlia Pessôa: Jornalista do maior jornal impresso da cidade e que utiliza esse meio para militar e defender causas feministas;
  • Roberta Stopa: Atleta do montain bike, campeã brasileira em algumas modalidades desse esporte.
  • Brune Coelho Brandão: Militante trans do coletivo Visitrans;
  • Iracema Salomé Lopes Casimiro: Chefe do Terreiro Santo Antônio de Umbanda fundado há 86 anos.
  • Fátima Lameu: 1º quilombola formada na UFJF.
  • Angela Lopes: Proprietária da livraria Cadore, primeira livraria da cidade a ter em seu acervo títulos dedicados a discussão racial e de gênero.
  • Rita Petronilho: Cadeirante e representante das causas de pessoas com deficiência.

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