UFJF confirma o curso “Golpe 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil”


:: Diário Regional em 12/03/2018 12:20 ::

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) passará a contar com um curso de extensão nomeado “Golpe 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil”. A informação foi confirmada por meio de nota encaminhada pela universidade.

De acordo com informações repassadas ao Diário Regional, “há registro do curso de extensão junto à Pró-reitoria de Extensão. Os dados sobre o curso de extensão são os que estão sendo divulgados pela internet.” O curso conta com uma página no Facebook (https://www.facebook.com/Golpe2016eoFuturoDaDemocracianoBrasil/) com o intuito de divulgar informações.

Nas publicações é possível encontrar as unidades do curso, temas abordados e professores que ministrarão as aulas.

Dentre alguns dos assuntos discutidos estarão o golpe de 1964, arte e política, mídia, reformas do governo Temer, dentre outros. As inscrições para o curso podem ser realizadas através de solicitação via email (cursogolpe2016@gmail.com) ou na aula inaugural, programada para o dia 21 de março. Entretanto, todas as 100 vagas disponibilizadas já estão ocupadas e 150 pessoas ainda aguardam com expectativas de participar. O curso é gratuito.

A aula inaugural ocorrerá no dia 21 de março, em local ainda a ser confirmado, devido ao grande número de interessados. A UFJF ainda reforçou que “não se posiciona sobre a realização de cursos de extensão, em nome da autonomia didática dos professores, que têm liberdade para apresentar suas propostas”, informou a nota.

De acordo com outra postagem da página, com data do último dia 5 de março, além da UFJF, outras 22 universidades também passarão a contar com o mesmo curso, dentre elas, a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal fluminense (UFF), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade de Brasília (UnB), dentre outras.

O processo de impeachment de Dilma Rousseff é considerado por diversas pessoas, setores da sociedade, partidos políticos, estudiosos, etc., como um golpe parlamentar. Em contrapartida, outra parte da sociedade, defende a legalidade total do processo.

A polêmica envolvendo os cursos iniciou-se a partir de uma fala do Ministro da Educação, Mendonça Filho, em que afirmava que mandaria investigar a legalidade da disciplina.

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