Polícia Civil prende 2 suspeitos de homicídio na Barreira do Triunfo


:: TM Cidade em 04/04/2018 19:14 ::

coletiva-caso-barreira-divulga%C3%A7%C3%A3o-pol%C3%ADcia-civil.jpg(Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Dois homens, de 32 e 20 anos, foram presos pela Polícia Civil suspeitos de participação no crime que tirou a vida de Alexandre Carlos da Costa, 35 anos, cujo corpo foi encontrado, em fevereiro, na Barreira do Triunfo, na Zona Norte. A prisão da dupla foi realizada pela equipe da Delegacia de Homicídios, a cargo do delegado Armando Avolio, na noite desta terça-feira (03).

Como apontou a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes, uma vez que a vítima teria oferecido dinheiro para sair com a mulher, 44, do suspeito mais velho, que tem um studio de tatuagem.

De acordo com Avolio, o tatuador confessou o crime e será indiciado por homicídio qualificado por usar meios que dificultaram a defesa da vítima e também por motivo torpe. Quanto ao segundo suspeito, que estava presente na hora do assassinato, a polícia acredita que ele tenha ajudado na morte de Alexandre. Ambos foram presos, preventivamente, e encaminhados para o Ceresp. “Como o inquérito policial está bem robusto contra eles, o tatuador confessou sua participação. O outro disse que estava no local, mas não teria feito nada, porém acreditamos que tenha ajudado”, disse o delegado. Segundo ele, a vítima era amigo do tatuador, cujo studio fica no Bairro Ponte Preta, onde o crime foi realizado.

“No dia dos fatos, ele (o suspeito) ligou para a vítima, convidando-a para fazer uso de drogas no studio. Todavia, o tatuador já estava com raiva de Alexandre, porque tinha descoberto que ele teria oferecido dinheiro para sair com a mulher dele. Então, no local, quando eles se encontraram, passaram a discutir. O suspeito, ao ver a presença da marreta, pegou o instrumento e golpeou a cabeça da vítima, realizando ainda algumas pancadas na face dela, que ficou desfigurada e morreu no local”, explicou Avolio sobre a dinâmica do crime, que, inicialmente, achava-se que havia ocorrido por um disparo de arma de fogo. Todavia, o laudo de necropsia apontou que a morte foi provocada por objeto de ação contundente.

Depois da morte de Alexandre, o suspeito enrolou o corpo da vítima em um cobertor e colocou no porta-malas do carro do próprio morto, deixando o local. “Ele contou que no caminho chegou a cruzar com policiais e, em seguida, deixou o corpo da vítima na beira da estrada, na Barreira do Triunfo. O veículo foi abandonado no Bairro Santa Luzia”, detalhou o delegado. Policiais se dirigiram ao local apontado pelo autor à procura do automóvel, mas não foi localizado. “Ele (suspeito) contou que colocou fogo nos bancos do carro e assumiu a responsabilidade sozinho, mas acreditamos que outro suspeito tenha participação”, ressaltou Avolio.

O tatuador não tinha passagens anteriores pela polícia. O delegado contou que o homicídio ocorreu dois dias depois de o suspeito ter tido uma briga com a mulher. “A vítima ofereceu dinheiro para sair com ela. Com a recusa da mulher, Alexandre foi até o suspeito e começou a contar coisas sobre ela. O homem brigou com a companheira, que, por sua vez, contou que a vítima havia lhe oferecido dinheiro para sair. Isso o deixou revoltado”, afirmou Avolio. O inquérito será concluído e encaminhado para a Justiça nos próximos dias.

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