Dou graças ao feminismo, mas não há dia sem que eles me expliquem “o que acontece” com a mulherada


:: El Pais em 10/05/2018 18:42 ::

Fico entediada até a morte em reincidir no assunto. Mas, por mais que uma mulher queira mudar de tema e falar, sei lá, de como Clara e Patrick não tem a menor química em O outro lado do paraíso, os colegas não a deixam elevar o tom do discurso. Desde que mulheres em todo mundo perderam o medo de chamar assédio de assédio; machismo de machismo; estupro de estupro e de não ignorar nenhum caso a respeito, não há um dia sem que um ou vários senhores nos expliquem de seus púlpitos o que acontece conosco, com a mulherada.

Há os convencidos: homens que eram feministas sem saber, como muitas de nós. Há os convertidos: nunca havíamos visto tantos feministas juntos, sejam bem-vindos. Há os sexistas no armário: aqueles que não se atrevem a dizer em público o que soltam no privado porque são apedrejados, pobres. E há aqueles que sequer sabem qual é o tema do filme.

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