O menino perseguido se torna escritor


:: El Pais em 12/05/2018 22:27 ::

Durante dois anos, Édouard Louis compareceu fielmente ao encontro com seus agressores em um corredor do colégio. Não contou os vexames nem as surras até muitos anos depois, quando decidiu escrever um livro sobre sua infância em Hallencourt, um pequeno povoado do norte da França onde não havia espaço para a diferença. E não contou porque Louis batalhou contra si mesmo — seus trejeitos, sua delicadeza, sua orientação sexual — para ser como os demais.

Pela manhã dizia a si mesmo: ‘Hoje vou ser um cara durão’. Ou, o que dá no mesmo, jogava futebol, bebia até resvalar o coma alcoólico, beijava meninas, faltava às aulas, dissimulava que não tinham a ver com ele rabiscos nas paredes como “Morte aos maricas”. O ápice desse exercício de falsidade chegou no dia em que outro aluno, tão suspeito quanto ele, se aproximou e o alfinetou: “Cala essa boca, bicha louca”.

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