Juiz de Fora celebra Dia da Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita


:: Prefeitura em 12/06/2018 19:31 ::

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Luziana de Souza, 25 anos, e sua filha Maria, 3, foram atendidas pela equipe de profissionais de saúde que durante toda a manhã desta terça-feira, 12, estiveram no calçadão da Rua Halfeld, durante ação especial em celebração ao Dia Municipal de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita.

Luziana nunca havia ouvido falar de cardiopatia congênita, e ficou satisfeita por ter acesso à informação: É a primeira vez que ouço falar dessa doença. Foi importante passar aqui e saber que minha filha está bem. Saio aliviada pela boa saúde que ela tem e pelo conhecimento que adquiri. A ação foi promovida pelo projeto Bem Comum, da Secretaria de Comunicação Social (SCS), da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), com apoio da Secretaria de Saúde (SS), e parceria com a Associação de Lojistas da Rua São João e a Cecon.

Os corações de plástico, flutuando na rua, deixaram encantados quem passou por ali. A maioria pensou ser uma ação do Dia dos Namorados e se surpreendia ao ser abordada com informações sobre a doença. Os passantes puderam também checar a pressão arterial, o peso e a altura, e serem orientados sobre os sintomas de problemas cardíacos.

Cardiologista pediátrica do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (DSCA), Mariana Constantino acredita que o pouco conhecimento sobre os defeitos cardíacos congênitos faziam com que muitos diagnósticos fossem feitos somente na vida adulta: Isso tem mudado, principalmente com os constantes debates e eventos por todo o mundo sobre o esclarecimento da cardiopatia congênita e a importância do diagnóstico precoce. Para ela, é imprescindível que aconteçam ações de saúde como essa, realizadas no centro do município e disponível, de forma gratuita, para a população.

Passando pelo calçadão nesta manhã, Ana Maria Oliveira e o filho Henrique, nove anos, pararam para aproveitar os serviços. Apesar da idade, o menino já se preocupa com a saúde: A ação feita aqui no Centro facilita para todo mundo, porque já estamos aqui e só precisamos parar para receber o atendimento.

A cardiopatia congênita

De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil a cardiopatia congênita é causa de cerca de 8% da mortalidade infantil. A doença é caracterizada por qualquer anormalidade apresentada na estrutura ou funcionalidade do coração. O problema decorre de alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca e pode levar anos para se manifestar, se não descoberto. A médica do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (DSCA), Mariana Constantino, explicou que é possível diagnosticar o caso via intrautero, por meio de ultrassom morfológico, e confirmar pelo ecocardiograma fetal. A doença também pode ser identificada após o nascimento, por meio do teste do coraçãozinho, ainda na maternidade, no exame físico pelo pediatra assistente, e confirmado pelo ecocardiograma transtorácico.

O aparelho utilizado para fazer o teste avalia as taxas de pulso, batimentos cardíacos e oxigenação sanguínea. Se for detectada alguma alteração, a criança é encaminhada para realizar o exame de ecocardiograma, que confirmará qual o tipo de problema, para que o médico oriente sobre o tratamento adequado. Em alguns casos, a criança fica totalmente curada até os dois anos de vida, conforme o corpo e o órgão se desenvolvem. Em outros, somente a cirurgia corrige a anomalia. Nos bebês, os principais sintomas da doença são: ponta dos dedos e/ou lábios roxos, sudorese e cansaço excessivos durante as mamadas, dificuldade de ganhar peso, irritação frequente. Em crianças maiores: cansaço excessivo em atividades físicas e dificuldade de acompanhar o ritmo de outras crianças, atraso no desenvolvimento e ganho de peso, infecções pulmonares repetitivas, dedos e lábios roxos, taquicardia.

Em Juiz de Fora, o atendimento é realizado via Unidade Básica de Saúde (UBS). Após esse primeiro atendimento, se o pediatra ou clínico geral perceber necessidade de serviços (consultas e exames) específicos, os responsáveis pela criança/adolescente recebem um encaminhamento para atendimento no Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (DSCA), para atendimento especializado.

Foto: Carlos Mendonça

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