Roleta russa e vaidade na Lava Jato foram temas do @jornaldacbn2


:: Kennedy Alencar em 12/06/2018 22:00 ::

Lá vai uma série de notas sobre os comentários de hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

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Roleta russa

O desânimo dos brasileiros em relação à Copa reflete um conjunto de fatores. O primeiro é o mau humor em relação à economia em geral e ao governo em particular. Depois, somam-se a má imagem da CBF ao trauma do 7 a 1 de 2014. Gato escaldado tem medo de água fria.

Segundo o Datafolha, 53% dos entrevistados dizem não ter nenhum interesse pela Copa. Eram 42% no fim de janeiro. O número é recorde na série histórica do instituto, que começou em 1994.

Com o início do torneio, se a seleção for bem, esse humor tende a mudar para melhor.

O time de Tite tem boa crítica da crônica esportiva e, de fato, está numa boa fase. Mas é prudente ter cuidado com o salto alto.

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Porteira fechada

A deputada federal Cristiane Brasil foi personagem de mais uma operação de combate à corrupção. Ao lotear o governo, Temer entregou o Ministério do Trabalho para virar um feudo do PTB. Alianças são necessárias no presidencialismo de coalizão, mas essa articulação deu ruim.

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Sinal de fraqueza

Em tempos normais, ministro criticar medida provisória do presidente daria em demissão. Por ora, Sérgio Sá Leitão fica no cargo, apesar do tiro contra a MP que tirou dinheiro da cultura e do esporte para abastecer a segurança pública.

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Xadrez presidencial

Uma aliança com o PSB é cobiçada por Rede, PT e PDT. Com Marina Silva, há mágoas no armário de ambos os lados, mas o tempo dos socialistas seria fundamental para ela. Petistas e pedetistas também querem aliança. Além do tempo de TV e rádio, palanques estaduais entram no cálculo político do PT e de Ciro Gomes.

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Vaidade e poder

A disputa de poder pela competência para julgar casos da Lava Jato no Rio de Janeiro reflete o lado midiático da operação. Dá prestígio ser juiz da Lava Jato. No caso do Rio, há argumentos para manter os processos com Bretas e também para a divisão de trabalho com outro magistrado. O direito tem dessas coisas.

No Paraná, Sergio Moro abriu mão de julgar um caso que envolve o governo do Estado, que era do PSDB. No Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Federal perdeu pressa para analisar recursos de Lula aos tribunais superiores.

Ouça os comentários no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

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