Gilmar Mendes ganha uma batalha da Lava Jato


:: Kennedy Alencar em 14/06/2018 21:40 ::

Lá vai mais uma série de notas sobre os comentários e informações da edição de hoje do “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

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Levou uma

O ministro Gilmar Mendes ganhou hoje uma batalha importante da Lava Jato. O Supremo Tribunal Federal decidiu por 6 a 5 que as conduções coercitivas de acusados e investigados é inconstitucional por ferir garantias e direitos individuais. Só testemunha poderá ser conduzida a depor.

Gilmar Mendes já havia proibido as conduções coercitivas por decisão liminar, mas agora ganhou o jogo no plenário do Supremo.

O risco é haver abusos de prisões temporárias. A Lava Jato perdeu essa batalha porque abusou das conduções coercitivas.

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Sempre ela

A ministra Rosa Weber continua a ser o fiel da balança nas votações apertadas do colegiado no STF. Se ela migra para uma posição, assegura a vitória. Foi o que aconteceu hoje ao acompanhar o voto de Gilmar Mendes, o relator da proibição das conduções coercitivas.

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Desafios de Alckmin

Ao fechar um acordo com João Doria em São Paulo, o DEM sinaliza que poderá acabar embarcando no projeto presidencial de Geraldo Alckmin lá na frente. Doria é candidato a governador do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes. O DEM deverá ceder o candidato a vice.

Alckmin é o candidato mais consistente no campo da centro-direita, área fragmentada com aliados e ex-aliados do governo Temer que alimentam o sonho de concorrer.

Mas o DEM é mais próximo de Doria do que de Alckmin. A postulação de Rodrigo Maia, que tem perdido força internamente no DEM, é um empecilho para o candidato tucano à Presidência.

Outro desafio de Alckmin é “desconstruir” Jair Bolsonaro (PSL), que, nesta corrida presidencial, pescou eleitores que votaram em tucanos em pleitos passados. Para chegar ao segundo turno, Alckmin precisará tomar votos de Bolsonaro. O tucano tem chamado o candidato de direita e extrema-direita para a briga, mas Bolsonaro resiste a subir no ringue.

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Cerco federal

A investigação da Polícia Federal que concluiu que o presidente Michel Temer deu aval à compra de silêncio de Eduardo Cunha repete entendimento do ano passado do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Sem novidade. Só mais desgaste para Temer, que sustenta que essa ordem não ficou provada na gravação feita por Joesley Batista no Palácio do Jaburu.

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Cinco a zero

A abertura da Copa e a goleada russa também foram temas de hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”. Putin patrocinou uma abertura “ocidentalizada”, com direito a cantor do Reino Unido, país com o qual viveu crise recente (envenamento de espião). A abertura dos Jogos Olímpicos de 1980 foi mais bacana, pois tinha o ursinho Misha derramando uma lágrima.

Meu amigo Roberto Nonato acha que a Arábia Saudita é candidata a saco de pancada na Copa.

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Fato histórico

É um fato histórico a aprovação na Câmara da Argentina de uma legislação mais liberal sobre aborto. O Senado tende a confirmar a autorização para interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação por decisão da mulher.

No Brasil, país de maioria católica e muito conservador, como a Argentina, esse debate não tem tido destaque no Congresso nem na opinião pública. No governo Dilma, foi perdida uma oportunidade de o Executivo incentivar uma discussão mais produtiva e consequente sobre o tema, que envolve religião, foro íntimo e saúde pública.

Ouça o comentários no áudio abaixo:

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