Clipping 7, 8 e 9 de Julho de 2018


:: UFJF em 12/07/2018 14:47 ::

Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Coluna Antes que me esqueça

Data: 08/07/2018

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Título: Um dia ele foi embora

Um dia ele foi embora, sem ter a menor dimensão de como sua generosidade transforma vidas, seja por desapego ou por modéstia.

(Estou há mais de 20 anos tentando descobrir). Embora eu sempre soubesse que o momento chegaria, fiz ouvidos de mercador a vida inteira à voz que insistia em dizer, no fundinho da minha cabeça: ele não vai estar aqui para sempre. Não foi sem aviso – ele jamais faria isso -, não foi sem me contar os planos quando eles ainda eram segredo, não foi sem despedida anunciada e executada. Mas lá foi ele, ganhar o mundo, e a cadeira onde ele se sentava já não tem aquela cabeça que vinha raleando de cabelos há algum tempo – ele vai me matar por dizer isso -, embora não esteja vazia, porque a vida segue, e as engrenagens não podem parar de rodar.

Nem sempre (falo sobre os fios de cabelo, no caso) foi assim. Uns muitos pares de anos atrás, quando éramos crianças, a cabeleira muito preta e lisa tinha uma franja que quase chegava a cobrir os olhos. Ele era o menino mais legal da escola, o mais divertido, e sempre inventávamos piadas internas de que ele não se lembra mais hoje em dia – fico pau da vida, mas deixo passar. “Júlia, você pode chamar alguém da sua sala pro aniversário do seu irmão”, minha mãe disse uma vez. Eu o convidei, ele foi. Temos fotos dessa época, de quadrilhas e festinhas com bolo e brigadeiro, das quais nossos amigos da vida adulta morrem de rir: “Não acredito que vocês se conheciam crianças!”.

Na verdade, ele já tinha ido embora antes. Mudado de colégio, mudado de cidade, mas naquela época em que a gente é meio adolescente e blasé, e não se importa tanto com os amigos de infância que ficam ou vão, porque a vida tem tanto a ser descoberta que mal dá tempo de fazer a contagem. Mas em outra mudança crucial na vida, acabamos na mesma Faculdade de Comunicação da UFJF, que nos preparou para o encontro que, mais tarde, nos reaproximaria de vez, a redação da Tribuna de Minas. Como era de se prever, o menino mais legal do mundo se tornou o cara mais legal do mundo. O mais íntegro, mais justo, mais generoso, mais empático – “sin perder el sarcasmo jamás”.

Entre pautas, bloquinhos e computadores, viramos adultos de vez. Mudamos de funções no jornal; vimos gente entrar e sair; rimos até a cara doer; nos mudamos para uma nova sede; ele virou meu chefe; casei; descasei; e, por fim, ele casou, mudou, e – claro- me convidou: “Vê se vai no sul de Minas”. É claro que eu vou. Agora ele vai fazer o que é apenas justo, espalhar mais de doses imprescindíveis de Guilherme em outros cantos deste mundo às vezes tão duro, tão cheio de ódio, de intolerância e de medo do futuro. Se eu não o temo é porque tenho certeza de que o Gui irá cada vez mais longe, e é impossível que cada espacinho que ele ocupe não se torne melhor só por tê-lo ali. De onde estiver que eu esteja, estarei sempre morrendo de orgulho e saudade: “Tá vendo? Eu sou amiga do Guilherme”, de peito estufado. Mas vez ou outra, olhando para aquela cadeirinha, eu vou me permitir, muito egoistamente, sentir uma pontadinha de saudades daqueles cabelinhos tão ralos quanto eram acolhedores os abraços que eu encontrava por ali. Só até o próximo encontro.

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Veículo: Correio Braziliense

Editoria: Eu Estudante

Data: 08/07/2018

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Título: 40 dos 50 hospitais universitários federais estão sob gestão da Ebserh

Em sete anos, a empresa pública vinculada ao MEC conseguiu acordos com mais de 75% das unidades de saúde ligadas às instituições de ensino superior federais. No entanto, desde a criação da entidade, existe debate em torno de sua constitucionalidade

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HCU/UFU) se tornou, em maio, o 40º hospital universitário a assinar contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Sete anos após a criação da entidade, 80% dos hospitais universitários (HUs) federais fazem parte da rede. O Hospital Universitário de Brasília (HUB) firmou convênio com a empresa no fim de 2012. Embora seja recente se comparada à maioria dos hospitais pelos quais se tornou responsável, a Ebserh cresce a cada ano, assim como o número de unidades de saúde que desejam fazer parte de sua gestão. “Por volta de 18 hospitais, entre eles privados, filantrópicos, municipais e estaduais não ligados ao ensino querem participar da Ebserh. Isso porque a rede mostrou capacidade de melhoria do serviço”, destaca o presidente da empresa, Kleber Morais. De acordo com a lei que deu origem à Ebserh, apenas hospitais ligados a instituições de ensino superior públicas federais podem firmar contrato com ela, sendo de decisão da universidade se filiar ou não.

“A partir da experiência de cada hospital, as práticas adotadas são consolidadas, compartilhadas e documentadas de modo a orientar os demais. Tivemos, também, força para fazer concursos ao longo desse período. Reduzimos para 3 mil o número de funcionários em condições precarizadas”, comemora Paulo Henrique Bezera, vice-presidente da instituição. Segundo Elza Ferreira, superintendente do HUB, desde o início da gestão da Ebserh, em janeiro de 2013, houve investimento em infraestrutura, equipamentos, formação e gestão. “Salas de aulas, espaços pedagógicos e assistenciais foram qualificados. Temos um prédio novo de urgência e emergência, espaços adequados de consultórios”, acrescenta.

Ela acredita que a boa gestão dos recursos humanos foi fundamental, o que permitiu mais investimentos em edifícios e nos locais de prática para aprendizado. “Ganhamos um laboratório de formação realista, com manequins capazes de reagir à dor, por exemplo. Sem a Ebserh, não conseguiríamos fazer isso, porque é muito caro”, sustenta. “A nossa missão é formar gente, mas isso não pode estar desconectado da realidade. Temos um papel a cumprir na rede assistencial”, pontua a superintendente do HUB. Tanto que a unidade tem contrato de prestação de serviços com a Secretaria de Saúde (SES-DF) para ajudar a suprir carências que a rede pública tem dificuldade em resolver, priorizando a região leste (São Sebastião, Paranoá e Itapuã). Apesar disso, Elza faz uma ressalva. “Não podemos assumir toda a demanda porque perderíamos nosso diferencial, que é um ensino mais reflexivo.” O presidente da Ebserh reafirma a função complementar dos hospitais universitários. “Não podemos nos dar ao luxo, no Brasil, de os HUs não se preocuparem — e muito — com a saúde. A população tem no HU o esteio daquele hospital que é o melhor da rede pública.”

A paciente Alessandra Rodrigues, 31 anos, se sentiu bem cuidada no HUB. “Os funcionários, desde a recepção até a maternidade, são educados, totalmente diferentes dos de outros hospitais públicos”, compara. Durante a gestação do filho, que nasceu no HUB, ela tentou fazer o pré-natal na unidade, mas não conseguiu a vaga. “Nos dois últimos meses, fui encaminhada para cá porque tive plaquetopenia (baixo nível de plaquetas no sangue). Esperei um mês para ser chamada. Estou achando o quarto ótimo, e a maternidade é muito boa”, alegra-se.

Mudanças geram polêmica no HUB

A enfermeira Elaine Mota, 31, trabalha no HUB desde 2015, quando passou em seleção promovida pela Ebserh. Ela está satisfeita com as condições de trabalho. A enfermeira atuou no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU/UFMA) durante a residência em neonatologia. Depois, na unidade ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde teve a oportunidade de acompanhar a transição para a gestão da Ebserh. “Transportávamos recém-nascidos prematuros com muita frequência para fazer exames. Durante os 10 meses em que estive lá, vi a Ebserh começando a estruturar o hospital, contratando profissionais para fazer o exame à beira do leito”, afirma. Há funcionários não ligados à Ebserh que se queixam de problemas. Segundo uma servidora do HUB que pediu para não ser identificada, há casos de assédio moral. “Quem é servidor da Fundação Universidade de Brasília (FUB) sofre perseguição dos chefes da empresa.” Ela reclama ainda das desigualdades trabalhistas que os servidores sofrem se comparados aos empregados da Ebserh, regidos pela CLT. “Nós estamos inseridos no mesmo ambiente e ganhamos menos”, critica.

A servidora acredita que a empresa ameaça a autonomia universitária. “Tem uma visão de capital, lucro, resultado. Isso não é função de um hospital-escola”, reclama. Outra funcionária do HUB, que também não quis ter o nome publicado, vê apenas sucateamento depois que a gestão passou a ser feita pela Ebserh. “No HUB, há paredes infiltradas perto do pronto-atendimento, o teto no saguão de entrada está acabado. O pior de tudo é a falta de insumos hospitalares básicos”, dispara. Na versão dela, não é incomum encontrar setores fechados e aparelhos quebrados.

Outro problema seria a diminuição do raio de atendimento do HUB. “Fecharam a emergência para o atendimento geral. Só estão atendendo a população da região leste (São Sebastião, Paranoá e Itapoã). Antes, a gente atendia qualquer usuário. Depois da Ebserh, presenciei pessoas que morreram sem serem atendidas”, denuncia. “Tem muito funcionário, mas fecharam parte do ambulatório e o setor de vacinas, alegando falta de pessoal”, diz.

“Acredito que os hospitais universitários foram sucateados para justificar o propósito de colocar uma empresa dentro deles”, acusa. A Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh rebate as acusações, afirmando que “não visa o lucro”. Questionada sobre as acusações de assédio moral, a Ebserh destacou que “preza, nos hospitais universitários federais, pelo respeito nas relações de trabalho entre todos os funcionários” e que tem “uma ouvidoria no HUB para receber, apurar e atuar como mediadora de denúncias desse teor, incluindo anônimas”.

Com relação à estrutura física, a assessora da Ebserh alegou que não há infiltração no HUB no local apontado e que houve, na verdade, uma rachadura no gesso que cobre o teto, por excesso de chuva. Sobre a acusação de fechar setores, a entidade afirmou que não oferta mais o serviço de vacinação em razão de a atividade ser realizada pelos postos de saúde. A empresa alegou ainda que não houve fechamento de serviço nos três ambulatórios do HUB e que, na verdade, “houve ampliação considerável da oferta de consultas nos últimos três anos”. Além disso, a gestão do HUB diz desconhecer mortes que teriam ocorrido na instituição por falta de atendimento. Segundo a assessoria, não houve registro desse relato junto aos canais de notificação da empresa.

Debate jurídico

A criação da Ebserh não foi unanimidade. Em 2013, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4895), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), pois, segundo ele, a Lei nº 12.550/2011 “violaria dispositivos constitucionais ao atribuir à Ebserh a prestação de um serviço público”. Atualmente a ADI está em tramitação no gabinete do relator da ação, o ministro Dias Toffoli, mas não tem previsão para ser levada ao plenário. Segundo Gurgel, a lei está em desacordo com a Constituição, que estabelece que a criação de uma empresa pública pode ser feita apenas por lei específica, cabendo a uma lei complementar definir as áreas de atuação.

Além disso, questiona a validade da contratação de servidores via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a partir de processo seletivo simplificado e de contratos temporários. Segundo o vice-presidente da Ebserh, “todas as ações que questionaram a forma da empresa ou da própria lei que a criou acabaram derrubadas”. “Em vez de nos preocuparmos tanto com a forma e com questões ideológicas, deveríamos focar o benefício que a população brasileira e os estudantes têm. Quem de fato precisa está sendo beneficiado por essa estrutura”, enfatiza.

Papel de gestão

Empresa pública vinculada ao Ministério da Educação (MEC), criada a partir da promulgação da Lei nº 12.550/2011, com o objetivo de recuperar os hospitais vinculados às universidades federais. O projeto começou em 2010, com o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), criado pelo Decreto nº 7.082, que adotou medidas para alcançar a reformulação física e tecnológica dessas unidades.

E a crise orçamentária?

De acordo com o MEC e com a Ebserh, a crise orçamentária da UnB não afeta o HUB, que tem recursos vindos da SES-DF e do Rehuf. Com 253 leitos, o Hospital Universitário de Brasília é considerado de médio porte dentro da rede da empresa pública. Entre 2010 e 2017, a unidade recebeu cerca de R$ 235 milhões em investimento. No ano passado, foram feitos 1,7 milhão de procedimentos ambulatoriais, dos quais 1,2 milhão eram exames (em 2016, o número esteve em torno de 910 mil). Também foram feitas 250 mil consultas em 2017, contra 228 mil em 2016. Desde 2013, há 1.300 novos funcionários contratados. Atualmente, exitem 255 residentes médicos e multiprofissionais atuando no local.

Hospitais universitários nacionais

Ao todo, existem 50 hospitais de universidades federais no Brasil, dos quais 40 têm contrato com a empresa pública. Dos restantes, oito pertencem à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que decidiu não fazer parte da rede. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (HCPA/UFRGS) é empresa pública, portanto não pode ser administrado por outra. Já o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (HU/Unifesp) faz atendimentos particulares, por isso, não pode fazer parte da rede. Confira abaixo os nomes de todos os hospitais universitários públicos federais do país:

Região Centro-Oeste

Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília (HUB/UnB)

» Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (HUMAP/UFMS)

» Hospital Universitário Julio Müller da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM/UFMT)

» Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU/UFGD)

» Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG)

Região Norte

» Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas (HUG/UFAM)

» Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT/UFT)

» Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza da Universidade Federal do Pará (HUBFS/UFPA)

» Hospital Universitário João de

Barros Barreto (HUJBB/UFPA)

Região Nordeste

» Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU/UFPI)

» Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA/UFAL)

» Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (HUPES/UFBA)

» Maternidade Climério de Oliveira (MCO/UFBA)

» Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (HUWC/UFC)

» Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC/UFC)

» Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU/UFMA)

» Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba (HULW/UFPB)

» Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE)

» Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU/Univasf)

» Hospital Universitário Ana Bezerra da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (HUAB/UFRN)

» Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL/UFRN)

» Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC/UFRN)

» Hospital Universitário de Sergipe da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS)

» Hospital Universitário de Lagarto (HUL/UFS)

» Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande (HUAC/UFCG)

» Hospital Universitário Júlio Bandeira da (HUJB/UFCG)

Região Sudeste

» Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (HUCAM/Ufes)

» Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG)

» Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC/UFT)

» Hospital Universitário Profº. Dr. Horácio Carlos Panepucci da Universidade Federal de São Carlos (HU/UFSCar)

» Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU/UFJF)

» Hospital Universitário Gaffrée e Guinle da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUGG/Unirio)

» Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense (HUAP/UFF)

» Hospital de Clínicas de Uberlândia da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU)

» Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (HSP/Unifesp)*

» Oito hospitais ligados à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)*

Região Sul

» Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria (HUSM/UFSM)

» Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HEUPel)

» Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC/UFPR)

» Maternidade Victor Ferreira do Amaral (MVFA/UFPR)

» Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU/FURG)

» Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC)

» Hospital de Clínicas de Porto Alegre da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (HCPA/UFRGS)*

Posição sindical /Neide Dantas, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes)

“Somos contrários à Ebserh porque ela aprofundou os problemas dentro dos HUs. Fechou setores, como salas de blocos cirúrgicos e leitos, por falta de trabalhadores. Uma série de insumos está em falta, como luvas. Às vezes, os trabalhadores têm de levar de suas residências. A empresa causou um conflito enorme entre os dois regimes de trabalho (servidores públicos e CLT): os empregados da Ebserh ganham de 20% a 30% mais que os servidores, e isso cria problemas, pois são pessoas nas mesmas funções, fazendo os mesmos serviços. Classifico essa gestão como de terceirização. Todo trabalhador deveria ser contratado via concurso público, mas a Ebserh faz uma seleção pública. Enquanto os servidores passam por concursos disputando com 300 pessoas por vaga, na Ebserh, a concorrência é de 20 a 30. Com a chegada da empresa pública vinculada ao MEC, o tripé pesquisa, ensino e extensão da universidade foi prejudicado.”

Ebserh em números

40 hospitais universitários

8,5 mil leitos

R$ 7,4 bilhões investidos entre 2016 e 2017

7 mil residentes em formação

299.785 internações **

6.865.655 consultas **

390.603 cirurgias **

16.206.922 exames **

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 08/07/2018

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Título: Pesquisas juiz-foranas redimensionam obra de Hilda Hilst

Finalmente ela parecia estar sendo lida. Ao menos, teria sido seu mais latente desejo. Virado o século, chegado o XXI e escritos todos os livros de ficção, poesia e teatro, Hilda Hilst viu seus títulos surgirem numa grande editora, com significativas tiragens. Um dia, ao encontrar Hilda, o crítico, pesquisador e professor Alcir Pécora, responsável pelas reedições à época, a ouvia falar sobre a estranheza de ser lida já no fim da vida. Naquela manhã, Alcir observou que para ela, que tinha na morte um de seus principais temas, o fim não estava no desfecho daquela existência, como costumava defender em entrevistas e livros. Com mais de sete décadas de vida, ela, então, olhou dentro dos olhos do editor e perguntou-lhe: “Mas eu acredito mesmo na eternidade, Alcir?”. A resposta ficou pelo ar. Já a obra da autora de mais de 40 títulos, morta em 2004, ganhou, nos últimos anos, crescente atenção. Tanto do mercado quanto da academia.

“A produção acadêmica sobre a autora aumentou incrivelmente e continua ameaçadoramente a aumentar. A questão parece ser agora não se ela vai continuar a crescer, mas aonde vai parar. Pois se já não é, Hilda parece caminhar a passos largos para se tornar o escritor nacional com maior número anual de teses e dissertações a seu respeito”, comenta Pécora no prefácio do e-book de Cristiano Diniz, “Fortuna crítica de Hilda Hilst” (Unicamp/IEL), que, lançado no último mês, joga luzes sobre uma produção progressivamente interessante à investigação brasileira. Enquanto de 1997 a 2007 a literatura de Hilda Hilst foi tema de 31 teses ou dissertações no Brasil, de 2008 a 2017 (ano em que a pesquisa se encerra), o número de publicações passa a 132, representando um crescimento de 325%. Das dez teses apresentadas ano passado acerca do trabalho da escritora paulista, uma delas é juiz-forana, “Experiências criativas de ressignificação em Hilda Hilst: uma perspectiva ecofeminista”, de Marcelo Pereira Machado, defendida no programa de pós-graduação da Faculdade de Letras da UFJF.

De fora da estatística realizada entre 1949 e meados de 2017, a tese de Patrícia Ribeiro “A crise na modernidade na poesia de Hilda Hilst e Sophia de Mello Breyner Andresen”, publicada em abril de 2017, reafirma o lugar da cidade no pensamento acerca da autora homenageado este ano pela Festa Literária de Paraty, a Flip, fato que contribui, ao lado da edição de volumosas e luxuosas antologias, para perceber que Hilda Hilst é a leitura da vez. “O lugar da Hilda Hilst na literatura contemporânea é bastante sui generis. Muitos escritores têm estratégias de políticas literárias, formas de lidar com a projeção pública de seu nome e de sua obra. Alguns fazem isso de forma direta, com a própria mídia, com assessoria de imprensa e com apoio da editora para criar circulação. Outros fazem isso como uma forma de reclusão absoluta, recusando entrevistas e aparecendo apenas pela obra, como o Dalton Trevisan e o Rubem Fonseca. A Hilda Hilst conseguiu um lugar bastante significativo muito em função da estratégia de se tornar reclusa sem se negar a aparecer”, comenta o e escritor e professor da Faculdade de Letras da UFJF Alexandre Faria.

Personagem de si mesma

Aos 36 anos, em 1966, Hilda Hilst abandonou a movimentada vida social de São Paulo e foi morar numa porção das terra da mãe em Campinas, à qual deu o nome de Casa do Sol, hoje transformada em Instituto Hilda Hilst. Ali nasceu seu teatro e sua prosa, além de parte substancial de sua poesia. Também foi parida, ali, uma persona literária. De acordo com o professor Alexandre Faria, Hilda “criava sua imagem reclamando de que não aparecia porque ninguém dava importância para ela, não divulgava nem editava as obras dela. Acabou constituindo uma persona literária inserida nesse jogo da política literária de maneira específica e sem precedentes na literatura”. O interesse por sua biografia, ainda muito potente, foi o tiro que saiu pela culatra. “Ela acabou sendo valorizada como essa figura exótica, e isso tem a ver com o conservadorismo de pensamento dos próprios leitores brasileiros”, pontua Faria.

Para o escritor e pesquisador Frederico Spada, que em 2011 defendeu sua dissertação de mestrado “O limiar da carne: amor e erotismo na poesia de Hilda Hilst”, a persona da escritora buscava, mais que um espaço editorial, um lugar de leitura. “O fato de ela ter um espaço e um reconhecimento da crítica e da academia não lhe assegurava um lugar comercial. Ela sempre editou por casas pequenas, com editores com os quais ela mantinha amizade. É famosa a história de um telegrama que ela mandou para o (editor Luiz) Schwarcz se oferecendo para ter a obra publicada pela Companhia das Letras, o que veio a acontecer só muito tempo depois. Uma maneira que ela encontrou para chamar atenção, já no fim da sua atividade como escritora, foi contar histórias erótico-pornográficas. A Hilda como uma pessoa pública que vai aos meios de comunicação clamar por ser lida merece ser vista com atenção, porque ali ela exercia um papel”, destaca.

Objeto de seu estudo, o erotismo na obra de Hilda enseja, segundo Frederico, uma atualidade capaz de justificar o recente resgate da obra da autora de “A obscena senhora D”, sobre uma viúva e seus dilemas com o tempo: “A Hilda tem uma questão importante na obra dela, que é o gesto de chamar para o eu-lírico feminino o protagonismo. A ‘pedagogia do erótico’ parte de um eu-lírico feminino, que atua e toma para si a ação. Isso, de alguma forma, vai se manter ecoando numa poesia escrita por mulheres hoje com todo esse florescimento e esse ganhar de espaço do feminismo. Não falo de uma poesia engajada por não tomar o viés político da coisa, mas digo que a Hilda, sem tocar nos termos políticos, mostra um papel protagonista da mulher.”

A poeta da modernidade

Segundo a professora e pesquisadora Patrícia Ribeiro, autora da tese “A crise na modernidade na poesia de Hilda Hilst e Sophia de Mello Breyner Andresen”, a poesia da brasileira, assim como da portuguesa, ajuda a compreender um período histórico e cultural responsável pelas grandes transformações que vivemos hoje. “Em alguns momentos aparece na obra delas a ideia de um tempo devorador da modernidade ou como um tempo que incentiva a buscar mudanças e traz o conforto, além de existir um tempo histórico. A Hilda tem uma série de poemas que se chama ‘Aos homens do nosso tempo’, no qual ela convoca os homens a se sentirem parte das lutas, tenham um posicionamento diante do mundo onde vivem, participando ativamente. Em relação ao sagrado no trabalho da Hilda, ora ele se aproxima do ser humano, ora foge do senso comum. Já quanto à função social do poeta, ela defende que o poeta veja ao redor, não no sentido de propor soluções, mas despertando reflexões e chamando atenção dos seres humanos para que tenham um olhar mais atento para o mundo.”

Obscena, mas não erótica

Num caderno rosa, Lori, de apenas 8 anos, registra as experiências sexuais às quais é levada a ter por pais exploradores. Impactante, a narrativa escrita em primeira pessoa faria tremer quaisquer leis como a juiz-forana “Infância sem pornografia” caso lida em escolas. Apenas se lida restritivamente pelo viés da pedofilia. Imerso em referências, intercalando gêneros, assimilando variações linguísticas e discutindo o meio editorial – já que o proxeneta pai da menina é um escritor frustrado, revelando, assim, se tratar de um alter ego da própria Hilda -, o livro “O caderno rosa de Lori Lamby” exige mergulhos profundos. “Deixar de fora a Hilda Hilst entre outros grandes autores no Ensino Médio, para fazer com que a gente cresça com a percepção moral do tabu sem nenhuma condição de estabelecer crítica em relação a isso, é deixar as pessoas estagnadas. E isso é sinal de que a literatura incomoda. E é perigosa por isso. Chamar a Hilda Hilst de velha louca, dizendo que a poesia dela é muito difícil, torna mais fácil fazer com que ninguém passe por ela, que ninguém questione qual é de fato o lugar da literatura e se ela suporta um léxico anti-moralista”, pontua a pesquisadora Tatiana Franca Rodrigues Zanirato, que começou a investigar a obra da autora ainda na graduação em letras pela UFJF. Aprofundou-se no mestrado, concluiu o doutorado e acaba de publicar o ensaio “Is the word alive? An inquiry into poetics and theater in As aves da noite (Nightbirds) by Hilda Hilst” (em tradução livre “A palavra está viva? Uma investigação sobre poética e teatro em As aves da noite (Nightbirds) por Hilda Hilst”), no livro suíço “Essays on Hilda Hilst: between Brazil and world literature” (“Ensaios sobre Hilda Hilst: entre o Brasil e a literatura mundial”).

Para Tatiana, professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás em Jataí, o rótulo “erótico” na obra de Hilda deve ser questionado e desarticulado. “Faço uma proposta de lugar que não seria do erotismo em si, mas da literatura obscena, não no sentido de falta de moral, mas como jogo de cena. Essa proposta de um léxico mal comportado teria a intenção de jogar com o leitor, fazendo com que ele ouse olhar por trás de uma cena armada”, defende ela, que também investigou a produção teatral da escritora. “Apresento como hipótese de leitura a ideia de que ele é parte de um amplo projeto literário que ela realizou em vida e está inserido como uma proposta de reflexão sobre o homem e seu tempo”, define ela, certa da pertinência dos escritos hilstianos, como são chamados, e, sobretudo, da consciência que exibem.

‘Qual seria um autor fácil?’

“A obra da Hilda como um todo é muito coerente. Quando ela começa a escrever essa poesia obscena, que ela chama de bandalheira, o que faz é reinserir a discussão sobre o homem e as questões de época e sobre a forma como ela mesma via o trabalho do fazer poético num outro léxico, numa outra forma de pensamento, que acabava colocando o leitor numa enrascada. O leitor que estava acostumado a ler confortavelmente uma literatura que tinha como o lugar previsto da lírica o testemunho amoroso e o esfacelamento do eu, muda sua percepção. Boa parte da lírica da Hilda Hilst é denominada pela crítica como metafísica, e costuma-se dizer que a poesia dela é dificílima. A coerência do trabalho dela está na proposta de pensar a linguagem da escrita poética. Qual é o lugar da linguagem? É possível falar palavrão na poesia lírica? Ela comporta isso? O que as editoras e o público pensa sobre isso? Existe muita metalinguagem no trabalho da Hilda Hilst. E isso é uma ponte para pensar o mundo. Não é um exercício de análise da poesia ensimesmada. A ideia dela é questionar como é possível escrever poesia, e para quem escrever, num mundo cheio de horrores”, explica Tatiana.

Reverenciada em eventos, pesquisas, reedições, revistas e jornais, Hilda Hilst – a mesma que assina diferentes frases nas redes sociais, algumas nem mesmo dela – contribui para debater o que torna acessível uma literatura. Hoje, diante de tantas investigações e aberturas, Hilda ainda é uma autora difícil? “Ela mesmo responde e me ocorre uma das epígrafes de ‘O caderno rosa de Lori Lamby’: ela dedica o livro à memória da língua. É impressionante como a gente tende a não sair do nosso lugar cômodo para se lançar aos desafios da leitura. A literatura não é um exercício fácil. A menos que seja uma literatura de puro prazer, como são os livros de auto-ajuda. A literatura não constrói ninguém, pode deslocar, levar a outro nível de interpretação do mundo e de si mesmo, e isso não é algo fácil. É curioso que as pessoas e a própria crítica tenha a expectativa de ler com facilidade”, responde Tatiana, para logo concluir. “É tentador concordar que Hilda Hilst seja uma autora difícil, até porque está posto a tanto tempo, mas qual seria um autor fácil? Porque o cânone legitima alguns autores como altamente publicáveis sendo que não são ‘fáceis’? Cito o caso de Rubem Fonseca, um autor dificílimo de ler e, no entanto, já foi adaptado para a televisão. O que é fácil de fazer é diluir a literatura, como fazem os cursinhos e o vestibular o tempo todo. Se não fazemos isso, tornando a leitura palatável, damos adeus à língua.”

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Veículo: G1 Zona da Mata

Editoria: Notícias

Data: 08/07/2018

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Título: Fotógrafo mineiro faz ‘vaquinha online’ para viabilizar participação em feira nos EUA

O fotógrafo João Victor Medeiros, de Juiz de Fora, quer muito trabalho nas próximas semanas. Imagens dele foram selecionadas para participar da “The Other Art Fair“, em Chicago (EUA), em setembro.

Para conseguir os R$ 16 mil que vão viabilizar a viagem e a participação no evento, ele diversificou as possibilidades de arrecadar dinheiro.

“Além da vaquinha online, também estou vendendo reproduções de minhas fotografias e aceitando encomendas de colagem. Em breve, lançarei uma rifa junto à venda de doces e vou tentar a inscrição no ‘Circula Minas’, edital da Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais que visa financiar viagens de artistas do Estado para expor ou estudar”, disse ao G1.

O jovem de 21 anos, estudante da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), comentou sobre o gosto pela fotografia, como se inscreveu no evento e as expectativas de estar lá.

“Dessa magnitude, é a primeira feira. Estou ansioso, pois será uma grande oportunidade de conhecer novos artistas, além de ser visto por bons curadores de arte. Pode ser um primeiro passo para coisas ainda maiores”, comentou.

‘Três dias que podem mudar minha vida como artista’

A “The Other Art Fair“ é uma feira artística realizada em diversas cidades, como Londres e Bristol, na Inglaterra, e Melbourne, na Austrália. Nos Estados Unidos, haverá eventos em Los Angeles, Brooklyn e em Chicago entre 28 e 30 de setembro no MANA Contemporary.

“É promovida com foco em artistas emergentes, que ainda não estão inseridos no circuito de arte tradicional como os grandes museus e galerias. Cerca de 200 artistas devem expor por lá este ano. Meu trabalho foi selecionado através de uma submissão que tomei conhecimento pela minha mentora Renata Caetano, que disse que acreditava que minhas fotos cabiam na proposta”, explicou João Victor ao G1.

Os recursos serão usados para pagar o stand para expor as obras, design e iluminação. E também o custo da impressão em fine art e emolduramento das fotos, além de gastos com passagem e alimentação. Isso porque ele encontrou formas de reduzir os gastos.

“Minha estadia deve ser feita de forma gratuita via ‘couchsurfing’ [rede social que faz a ponte entre turistas e locais de hospedagem], pois queria que a vaquinha ficasse a mais econômica possível, além de poder experienciar três dias na casa de um local.”

Até o momento, a previsão é de expor nove fotografias em tamanho 30×40. “Ainda estou decidindo o tema, mas provavelmente será minha série sobre feiras livres”, explicou.

Ele também pretende levar algumas impressões mais baratas de outras fotografias. “Além de curadores de arte, também circulam muitas famílias e visitantes. Então, esse formato de impressões mais em conta torna as obras mais acessíveis de se adquirir”, afirmou.

Para João Victor, mais que a chance de expor o trabalho, é uma possibilidade de ampliar o aprendizado com profissionais da área que ele ama.

“Serão três dias de evento, três dias que podem mudar minha vida como artista. Aliás, já vem mudando. Estar em um espaço dessa magnitude abre os panoramas da nossa perspectiva enquanto artista no terceiro mundo. Como fotógrafo, será excelente estar com outros colegas de profissão e um público de uma diferente realidade, compartilhando uma nova visão sobre o que apresentarei”, analisou.

Fotografar vida

João Victor contou que o interesse pela fotografia começou pelo cinema. E as pesquisas o levaram até as formas de registrar imagens.

“Com uns 14 anos e acompanhando conversas de uns amigos mais velhos, eu comecei a pesquisar filmes e ir me aprofundando, descobrindo que gostava de imagem, em como aquilo era produzido. Então comecei a consumir bastante cinema, filmes fora do circuito comercial. No meio desse caminho, percebi que o meu interesse pelas imagens, luz, cor, era designado à função de diretor de fotografia”, disse.

A percepção de que era isso que queria fazer da vida veio por meio de um empréstimo, como lembra João Victor.

“Em 2014, eu participava de um coletivo de hip hop onde havia fotógrafos. Em um evento deste coletivo, um desses fotógrafos, o Oldi, levou o flash novo que tinha comprado, um flash que virou meio que coletivo e todo mundo usou depois. Nesse dia, eu pedi a ele para fotografar e, pelos estudos de cinema, eu já tinha uma noção básica de linguagem, foco, planos, essas coisas. Acho que fui bem e fui embora para casa pensando: ‘é isso’”, lembrou.

Em 2015, o estudante comprou a própria câmera e se tornou um contador de histórias através das imagens.

“A partir desse ponto, fui conhecendo mais fotógrafos, percebi que gostava de contar histórias (como no cinema), de estar em contato com pessoas e me aprofundei na vertente da fotografia documental. Aspectos técnicos mesmo, como ISO, abertura, velocidade, eu só fui saber mesmo no início de 2016.”

João Victor revela que a vida pauta os temas que ele mais gosta de registrar e o quanto espera contribuir para mudar o olhar de quem olhar para suas fotos.

“Nas minhas imagens, gosto muito de fotografar tudo que envolve o corpo: trabalho, dança, tudo que expresse vida. Não há coisa melhor que comer, dançar, fazer amor etc.”

“Como trabalho muito próximo a grupos marginalizados, quero mostrar que essas pessoas também sorriem, se apaixonam, se divertem. Porque, geralmente, as histórias contadas sobre elas estão cobertas de estereótipos, miséria, violência. Não pretendo ser salvador de nada. Apenas contribuir da maneira que posso para mudanças que acredito que sejam necessárias”, garantiu.

Segundo ele, o fato de ser selecionado para o evento internacional já trouxe resultados imediatos. “Já é possível sentir um certo ‘respeito’ vindo das pessoas. O trabalho continua o mesmo, o olhar das pessoas parece ter mudado um pouco. Isso é maravilhoso e incentivador. Sou grato”, afirmou.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 09/07/2018

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Título: Pedestre é agredido com arma de choque durante roubo

Uma arma de choque foi usada por ladrões durante assalto a pedestres, na noite de domingo (8), no Bairro Bosque do Imperador, na Cidade Alta, em Juiz de Fora. Segundo informações da Polícia Militar, um jovem de 23 anos e duas mulheres, de 21 e 23, transitavam pela Avenida Manoel Vaz de Magalhães, por volta das 20h, quando foram surpreendidos por três criminosos. Um deles estava armado com faca, enquanto outro portava uma arma de choque, usada para agredir o rapaz, próximo à orelha direita.

Os assaltantes exigiram os pertences das vítimas e fugiram levando dois celulares, bolsa e carteira com documentos. A PM foi acionada e, durante buscas na região, conseguiu recuperar a bolsa e uma capa de telefone. Nenhum suspeito foi encontrado. O jovem agredido relatou ter sentido perda de audição, mas preferiu procurar atendimento médico posteriormente.

Pelo menos outros dois roubos a pedestres foram registrados pela PM no domingo. Por volta das 18h30, na Avenida Itamar Franco, próximo ao Pórtico Sul da UFJF, um jovem, 19, e uma adolescente, 16, foram abordados por dois bandidos. Um deles estava armado com faca e encostou-a no pescoço do rapaz, exigindo o celular. A garota conseguiu escapar. Os ladrões fugiram por uma trilha em direção ao Dom Bosco e não foram localizados.

Cerca de três horas depois, outro pedestre, 21, foi rendido por um trio armado com pistola e teve seu telefone roubado na Rua Maria Eugênia, no Bairro Araújo, Zona Norte. Ninguém foi preso.

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