“Faço pesquisa no Brasil por paixão. Se levasse em conta a razão, não faria, a frustração é muito grande”


:: El Pais em 09/08/2018 15:27 ::

A possível eliminação das bolsas da CAPES, que se tornou possibilidade com os planos do Governo Temer de cortar 580 milhões de reais de seu orçamento, gerou mais de 120.000 menções no Twitter em 36 horas, segundo levantamento da FGV DAPP. Depois da polêmica, o Ministério da Educação afirmou que o corte não irá ocorrer. Mas esta é apenas a ponta do iceberg: “Já nos sentíamos abandonados”, resume Friol sobre as dificuldades enfrentadas por ela e outros cientistas no Brasil, que dependem de bolsas de estudo públicas com valores baixos para se dedicarem durante anos, e com exclusividade, a suas pesquisas.

E, depois, enfrentarem a fila do desemprego. “Entramos na pós-graduação sem que ninguém nos avise ou explique o que vai acontecer, que o país não está absorvendo doutores”, lamenta. E teria seguido adiante caso soubesse desde início das dificuldades? “Por amor, sim. Por razão, não, nunca. Porque a frustração é muito grande. O nível de depressão é altíssimo na pós-graduação”.

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