Na Fórmula-1 do skate


:: TM Esportes em 12/08/2018 08:24 ::

skatista-fernando-priamo-667x1000.jpgIuri Maggi já alcançou 105km/h na modalidade de skate downhill (Foto: Fernando Priamo)

O juiz-forano Iuri Maggi, 29 anos, é um dos poucos skatistas do Brasil que podem dizer, com orgulho, que vivem deste esporte. A partir de 2018 ele se tornou profissional de skate downhill speed, modalidade que consiste em descer ladeiras em velocidades que podem ultrapassar os 100km/h.

E é esta adrenalina que move e inspira o atleta há anos.

“Conheci o skate moleque, quando ganhei um da minha família. Comecei a andar, mas com o passar do tempo deixei de lado, tive outras prioridades na vida, até reencontrar o skate em um evento na UFJF. Aí apareceu o downhill, que é descer ladeira. Nas competições, são feitas baterias de quatro atletas, e passam dois até formar a final. É uma corrida, a Fórmula-1 do skate. É uma competição entre amigos, porque o skate é isso, e me faz muito feliz porque essa adrenalina entre amigos me faz crescer no esporte”, conta o atleta.

Com os pés fincados sobre o skate utilizado, maior que os tradicionais que são usados para manobras em rampas e corrimãos, Iuri já alcançou altas velocidades. Mas é a intensidade de viver o esporte de forma profissional e coletiva que o atrai.

“Cheguei a 105km/h, foi meu recorde, mas o recorde mundial é de 147km/h. Alguns brasileiros chegaram a 145km/h, outros, 142km/h, como um amigo meu, Mateus, de BH. O que eu mais gosto nessa adrenalina toda é que foram as pessoas que me ensinaram a ter um comprometimento com o esporte, como o Caio Cesar, Lucas Americano, Yuri Pedrosa, caras que andavam antes de mim e me ensinaram muito a respeitar a ladeira e me divertir ao máximo trabalhando”, explica.

Postura

O primeiro ano como profissional foi comemorado pelo atleta que vive história de superação após deixar as drogas no passado. “Ser skatista não é fácil porque não é uma modalidade que me rende muito dinheiro. Não tenho a ambição de ser milionário, mas só de estar vivendo disso é porque sou muito bem sucedido. Graças a Deus consigo viver só do skate, um dos poucos no Brasil, e tenho orgulho de falar isso”, destaca.

Sua rotina, apesar do novo status, pouco mudou. “Desde o início me porto como um profissional para chegar nesse nível. Pelo menos eu tento ser o mais profissional possível, tanto com os patrocinadores quanto com a rotina de treinos e alimentação. O nível técnico agora é muito mais alto, sem desmerecer as outras categorias, muito difíceis. Corro com os melhores do mundo porque os brasileiros são os melhores. Espero grandes desafios, mas venho treinando e trabalhando duro para obter bons resultados.”

Downhill em JF

Caeté, Belmiro Braga e até áreas dentro de Juiz de Fora, como o condomínio Alphaville, servem de palco para os shows de Iuri nos treinamentos, sempre em vias de leve ou movimento de veículos. Apesar do sucesso, poucos juiz-foranos praticam a modalidade perto do número de skatistas “tradicionais” da cidade.

“Muita gente pratica skate, mas não downhill, ao menos comparado a lugares como Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, que têm muitos atletas. Mas sempre que saímos para treinar tem alguém andando, é um esporte que tende a aumentar agora que o skate virou olímpico, mesmo não sendo a modalidade do downhill”, acredita Iuri.

Sul-Americano e vaquinha

A competição mais importante de Iuri na temporada certamente é o Circuito Sul-Americano de Downhill. Com etapas em países como Equador, Peru e Colômbia, além da última no Rio de Janeiro, até o final do ano, o local sonha em disputar provas com os melhores de todo o continente na modalidade. Para isto, contudo, ele ainda busca recursos para viabilizar as viagens e levar o nome de Juiz de Fora a um patamar ainda mais elevado no esporte.

Com este objetivo, Iuri lançou projeto de crowdfunding, a popular vaquinha online. Para conhecer mais profundamente a história e o projeto do skatista, além de contribuir financeiramente com o sonho do circuito continental, basta acessar o link.

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