Campanha no Calçadão conscientiza sobre mitos e verdades do suicídio


:: TM Cidade em 15/09/2018 15:31 ::

setembro-amarelo-marcelo-ribeiro.jpgAção ocorreu na manhã deste sábado, no Calçadão da Rua Halfeld (Foto: Marcelo Ribeiro)

Trata-se de um mito considerar que “pessoas que falam sobre suicídio não têm intenção de se matar”, já que “a maioria das pessoas que falam sobre o suicídio chega ao ato”. O primeiro ponto tratado pelo folheto que os alunos do curso de psicologia da Faculdade Machado Sobrinho entregaram aos pedestres que passaram pelo Calçadão na manhã deste sábado reforça a ideia de que o assunto merece atenção e aprofundamento na sociedade contemporânea.

A ação, que integra as atividades de conscientização do Setembro Amarelo e está em sua terceira edição, percebe na informação uma importante ferramenta de prevenção.

Segundo a coordenadora do curso, a professora Daniele Antunes Rangel, o projeto esse ano contrapõe ideias superficiais que envolvem o tema, compreendendo que, a medida em que alguém dá um indício suicida o acolhimento deve ser imediato e veloz. “O mais importante é o apoio da família. Sem isso, o psicólogo não consegue agir”, defende, para logo apontar a responsabilidade que o gesto acolhedor requer. “O abraço por si só não é acolhimento. A coisa é mais séria que isso. O lúdico nem sempre funciona. Se a pessoa está com problemas, ela precisa de uma escuta especializada também.”

Dispostos na Halfeld diante do Cine-Theatro Central, os estudantes distribuíam os panfletos e, quando abordados, indicavam a presença da clínica-escola da faculdade e de postos de saúde. “Muitas vezes a psicologia deve trabalhar em conjunto com a psiquiatria, quando a ideia passa para a propensão ao ato”, explica Daniele, apontando que a incidência maior do suicídio está na faixa de 15 a 29 anos, faixa etária em que já representa a segunda maior causa de mortes no país. Em Juiz de Fora, segundo a professora e pesquisadora, mais de 40 casos foram contabilizados apenas esse ano.

“Um dos grandes mitos é achar que ideias suicidas representam a falta de Deus. Isso não tem a ver com a questão religiosa, mas com saúde mental. Muitas vezes, a pessoa não quer morrer, mas matar o que incomoda ela intimamente”, sugere Daniele, reforçando que a extinção dos mitos também ajuda a eliminar os estigmas que silenciam não apenas os que cometem o ato, mas também familiares e outras pessoas ao redor. “As pessoas precisam conhecer o assunto para atuarem de maneira efetiva”, conclui a coordenadora do curso.

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