Crítica – ‘Museu’: de um roubo histórico ao resgate da cultura mexicana


:: El Pais em 09/11/2018 12:28 ::

A memória é um museu em constante curadoria. Há peças de um passado remoto que parecem se mover de uma sala à outra com o passar dos séculos, e momentos que não se repetem, mas atesouram-se intactos, sem que os anos passem por suas vitrines. No espelho de nossa história comum e íntima, o Museu Nacional de Antropologia se ergue como epicentro emocional do passado compartilhado não só por mexicanos, mas também por habitantes de um planeta azul que, bem de longe, parece uma bola de gude aquática onde houve um ontem na interminável cronologia da humanidade, no qual um rei todo-poderoso foi enterrado em Palenque, com o rosto coberto com a máscara de jade, inestimável por sua atemporalidade.

Foi chamado de Pakal, e sua biografia encarna um período de deslumbrante esplendor da cultura maia; seu corpo, enterrado com pó de zinabre, deveria viajar ao infinito sem limites e, no entanto, na noite de 24 de dezembro de 1985, sua valiosa máscara foi roubada juntamente com outras 140 joias arqueológicas, para perplexidade e espanto do México e do mundo.

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