Vou dar uma voltinha e já volto


:: Gregorio Duvivier em 04/06/2018 02:56 ::

Faço um monte de coisa ao mesmo tempo, mas nunca tive dúvidas ao preencher a ficha do hotel: sempre escrevi “ator”. É isso que tá na minha carteira de trabalho, aquela caderneta que se tornou tão obsoleta quanto um Teletrim. Nunca fiz faculdade de teatro, mas foi no teatro que entendi quem eu era de verdade: uma pessoa que dedicaria sua vida a fingir que é outra pessoa. Leia mais (06/04/2018 – 02h00)

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Supérfluo e indispensável


:: Gregorio Duvivier em 28/05/2018 02:57 ::

Desculpa, não tava prestando atenção. Tava aqui pensando em como seria lindo o metrô do Rio. Já pensei onde ficaria cada estação. Precisaria de sete linhas, não mais do que isso. E os bondes, também. Não to falando de VLT, mas de bonde mesmo. Subindo e descendo o morro. Outro dia sonhei com a estação Cosme Velho. Acho que ficar adulto é substituir pornografia por linhas ferroviárias. Leia mais (05/28/2018 – 02h00)

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A nossa bandeira sempre foi vermelhinha


:: Gregorio Duvivier em 14/05/2018 03:10 ::

?A nossa bandeira jamais será vermelha?, cantam as multidões amarelas. Não sei se você já teve o privilégio de ouvir o cântico. A métrica é esquisita, separa sujeito e verbo. ?A nossa (pausa) bandeira (pausa) jamais será vermelha?.

Não entendo essa promessa. Amigo, não tem como garantir que a sua bandeira não será vermelha. Mil coisas podem acontecer com ela no futuro. Se eu esfregar sua cara no chapisco e limpar com a tua bandeira, ela vai ficar vermelha. Se você desenvolver daltonismo tardio, se você tomar uma cartela de Benflogin, se o Comando Vermelho ganhar as eleições, se o Osho renascer e transformar todo o Brasil numa grande comunidade sannyasin mudando o nome do país pra Rajneeshpuram a bandeira vai ficar vermelhinha.
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Tudo na vida já foi impossível ficar facílimo


:: Gregorio Duvivier em 07/05/2018 02:56 ::

Minha filha tem só três meses de idade e tudo que ela precisa, no mundo, é da girafa. A girafa é gostosa de pôr na boca. E faz um barulho engraçado. E a girafa tá bem na sua frente. Não deve ser difícil de pegar, ela pensa. Leia mais (05/07/2018 – 02h00)

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O sacolejo no canguru e o mala da manhã


:: Gregorio Duvivier em 30/04/2018 02:33 ::

São seis da manhã e minha filha acordou. ?Agora é com você?, minha mulher me diz, com um olhar fulminante de quem virou a noite amamentando. ?Dá teu jeito.? Leia mais (04/30/2018 – 02h00)

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Nunca ninguém fez merda em nome do capeta


:: Gregorio Duvivier em 23/04/2018 03:21 ::

“Pelo menos Bolsonaro vai mudar alguma coisa. Você pode não gostar dele, mas tem que admitir que ele é diferente de tudo o que tá aí.” Leia mais (04/23/2018 – 02h00)

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Brasileiro não é nacionalidade, é profissão


:: Gregorio Duvivier em 16/04/2018 03:00 ::

Peço licença para um pouco de sociolinguística de botequim. Não que antes eu fizesse, por aqui, sociolinguística séria. Mas fazia outras coisas de botequim: poesia de botequim, política de botequim, economia de botequim. A crônica, afinal, não passa da botequinização dos assuntos. Leia mais (04/16/2018 – 02h00)

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