Em contraponto a Bolsonaro, PSL e ministros adotam tom político e conciliador


:: Kennedy Alencar em 02/01/2019 23:11 ::

Ao apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidir a Câmara dos Deputados, o PSL se rende ao pragmatismo político. O presidente Jair Bolsonaro pode discursar contra a política tradicional, mas dependerá dela para tentar obter êxito no governo.

Maia é o favorito na disputa pelo comando da Câmara. Tê-lo como aliado é fundamental para o novo governo. O PSL corria risco de perder posições importantes na Mesa Diretora e nas comissões da Câmara.

Ministros, aliás, adotaram hoje tom diferente do usado pelo presidente na posse de ontem. Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Casa Civil) fizeram discursos moderados e conciliadores nas cerimônias de transmissão de cargo.

Moro, por exemplo, tentará aprovar no Congresso emenda constitucional para pacificar o entendimento da aplicação da pena de prisão após condenação em segunda instância.
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Bolsonaro dispensa tom conciliador e difunde 1ª fake news como presidente


:: Kennedy Alencar em 01/01/2019 22:21 ::

O presidente Jair Bolsonaro dispensou o tom conciliatório tradicional dos vitoriosos nos discursos de posse e difundiu hoje a primeira fake news de sua administração. Numa fala típica de campanha eleitoral, ele disse que sua posse foi o “dia em que o povo começou a se libertar do socialismo”.

Nunca houve socialismo no Brasil. É uma mentira dita pelo presidente no primeiro dia no cargo.

Bolsonaro não desceu do palanque nos dois discursos que fez hoje. No primeiro, na posse oficial no Congresso, falou em combater a “ideologia de gênero”.
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Discursos de posse mostrarão se Bolsonaro descerá do palanque


:: Kennedy Alencar em 01/01/2019 10:26 ::

Nos discursos de posse, presidentes expõem as prioridades de seus governos.

Em 1995, Fernando Henrique Cardoso registrava que, além do combate à inflação já em curso, era preciso avançar na questão da justiça social.

Em 2002, Lula afirmou que, se todo brasileiro tomasse café da manhã, almoçasse e jantasse, ele teria cumprido a missão da sua vida. O combate à fome e a inclusão social foram as principais metas de sua administração.

Em 2010, Dilma Rousseff prometeu continuar a obra do antecessor. Temer não tomou posse, mas fez o discurso de que recolocaria a economia nos trilhos quando assumiu a Presidência durante o processo de impeachment de Dilma _um golpe parlamentar que está nas raízes da atual ruína política do Brasil.

Bolsonaro terá neste 1º de janeiro a oportunidade de deixar claro qual rumo dará ao país.
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Injustificável, rigor de segurança na posse alimenta narrativa de trama contra Bolsonaro


:: Kennedy Alencar em 01/01/2019 09:21 ::

É injustificável o rigor na segurança na posse presidencial de Jair Bolsonaro, especialmente no tratamento destinado à imprensa. Não há razão plausível para a montagem de um esquema de segurança inédito em posses presidenciais no Brasil.

O grau de alerta 5, o mais alto, alimenta uma narrativa de trama contra Bolsonaro. Cultiva um fantasma de ameaça constante que serve a um propósito político, buscando efeito favorável ao novo presidente, sobretudo entre os seus eleitores.

É uma estratégia semelhante à da campanha eleitoral, apelando a fatos inexistentes, como a ameaça comunista, a venezuelização, o marxismo globalista, o kit gay e outras bobagens de uma guerra cultural promovida, com sucesso, pela extrema-direita aqui e no exterior.

Tamanho rigor também é um desrespeito ao trabalho dos jornalistas, que terão até seu deslocamento limitado e controlado, o que não ocorria nesse nível em posses anteriores.
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Pelo padrão Lava Jato, Queiroz já teria sido preso


:: Kennedy Alencar em 28/12/2018 10:03 ::

Pelo padrão estabelecido pela Lava Jato no Judiciário e no Ministério Público nos últimos anos, já teria sido decretada a prisão temporária ou preventiva de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar e dublê de motorista e segurança de Flávio Bolsonaro, deputado estadual fluminense e senador eleito.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) rastreou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em conta bancária de Queiroz no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Funcionários da Assembleia Legislativa e uma ex-assessora do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fizeram depósitos na conta de Queiroz.
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Ação política do STF é responsável por crise da corte


:: Kennedy Alencar em 19/12/2018 20:31 ::

Como tem agido politicamente, o Supremo Tribunal Federal é o responsável pela crise que enfrenta hoje com as frequentes decisões liminares e monocráticas de seus componentes. No caso de prisão após condenação em segunda instância, a ex-presidente do tribunal Cármen Lúcia agiu politicamente para prejudicar Lula.

Quando fez isso no ano passado, ela plantou a crise que hoje é estimulada pela decisão de Dias Toffoli, atual presidente do STF, de adiar a análise dessa questão, e pela ordem de Marco Aurélio Mello para libertar condenados em segunda instância.

Toffoli tem decisão difícil a tomar.
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Bolsonaro só se elegeu porque não pude concorrer, diz Lula


:: Kennedy Alencar em 06/12/2018 23:07 ::

“Bolsonaro só ganhou porque não disputou contra mim. E agora Moro ganha a chance de acumular mais poder”, disse o ex-presidente Lula por meio de uma carta que enviei no dia 29 de novembro, quando contei que estava fazendo um documentário para a BBC World News e que gostaria de entrevistá-lo.

Por carta, Lula respondeu ontem, 5 de dezembro, que foi “condenado sem provas e, mais ainda, sem ter praticado qualquer crime”. Ele escreveu: “Todos sabem que o apartamento não é meu, e a sentença do Moro fala que me condenou por ‘atos indeterminados’. Fui condenado por ter sido o presidente da República mais bem-sucedido e que mais fez pelos pobres nesse país, e porque seria eleito para ser presidente de novo.
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