Além de criar crise com Cuba, Bolsonaro faz escolha ruim para Itamaraty


:: Kennedy Alencar em 14/11/2018 20:08 ::

Foi muito negativa a reação interna no Itamaraty à escolha de Ernesto Araújo para o comando do Ministério das Relações Exteriores no governo Bolsonaro. Levando em conta as opções internas que tinha, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ficou com a pior.

Diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos, Ernesto Araújo defende alinhamento automático com os Estados Unidos e já escreveu em artigo para revista diplomática que “somente Trump pode ainda salvar o Ocidente”.

Araújo ascendeu ao posto de ministro de 1ª classe recentemente.
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Militar no comando da pasta da Defesa é retrocesso institucional


:: Kennedy Alencar em 13/11/2018 21:02 ::

A indicação de um militar para ministro da Defesa é um retrocesso institucional. Quando a pasta foi criada no governo FHC, a titularidade coube a um civil por uma questão fundamental: subordinar o poder militar a uma autoridade civil.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, decidiu hoje que o futuro ministro da Defesa será o general da reserva Fernando Azevedo e Silva _atual assessor do presidente do STF, Dias Toffoli.

A primeira mensagem é clara. O Exército tem um peso nas Forças Armadas muito superior ao da Aeronáutica e Marinha. É uma situação de fato. Os principais quadros militares do novo governo são do Exército.
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De modo ilegal, Exército pressionou STF contra Lula


:: Kennedy Alencar em 12/11/2018 23:54 ::

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, confessou que houve no último mês de abril uma ação coordenada da cúpula das Forças Armadas para pressionar o Supremo Tribunal Federal a manter preso o ex-presidente Lula.

Trata-se de ação ilegal, porque os militares foram proibidos pelo decreto 4.346, assinado no governo Fernando Henrique Cardoso, de se manifestar politicamente _o que inclui toda a cadeia de comando na ativa, inclusive o general. Villas Bôas fez tal confissão em entrevista ao jornalista Igor Gielow, da “Folha de S.Paulo”.

Na entrevista, Villas Bôas disse que atuou “no limite” ao usar o Twitter na véspera do julgamento de recurso de Lula no STF a tempo de ser lido no “Jornal Nacional”, o principal noticiário do país.

Ora, é uma interferência política que revela tutela indevida sobre a vida civil.
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No velho estilo, Bolsonaro critica universidades, Enem e imprensa


:: Kennedy Alencar em 09/11/2018 20:33 ::

Retomando o velho estilo de campanha numa live hoje no Facebook, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tirou gás da ideia de aprovar ainda neste ano alguns pontos de uma reforma da Previdência. Afirmou que está estudando projetos que recebeu do Executivo e do Legislativo para realizar essa reforma “no ano que vem”.

Bolsonaro chamou de “absurdo” cogitar elevar a alíquota de contribuição previdenciária de servidores públicos de 11% para 22%. Também afirmou que não dará apoio à ideia de exigir 40 anos de contribuição para obtenção da aposentadoria integral no INSS.
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Congresso pode deixar para Bolsonaro herança maldita na área fiscal


:: Kennedy Alencar em 09/11/2018 00:18 ::

No final do governo Temer, o Congresso pode deixar herança fiscal maldita para a administração Bolsonaro. O efeito cascata do aumento salarial para ministros do STF votado ontem e as medidas de incentivo à indústria automotiva aprovadas hoje vão agravar o quadro fiscal de 2019.

A equipe de Jair Bolsonaro tem se revelado perdida e sem plano de voo para lidar com os desafios econômicos. Na questão da reforma da Previdência, seria um erro apresentar um novo texto baseado na proposta elaborada pelo economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.

O mais sensato, aconselham caciques do Congresso, seria aproveitar a proposta já aprovada na comissão especial da Câmara na gestão Temer, fazer algumas emendas e tentar votar a reforma da Previdência depois do Carnaval _entre março e abril.
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Não sai reforma da Previdência em 2018, avaliam Temer e Bolsonaro


:: Kennedy Alencar em 08/11/2018 11:08 ::

O presidente Michel Temer e o sucessor, Jair Bolsonaro, avaliaram juntos ontem que não será possível fazer a reforma da Previdência neste ano. Os dois tiveram encontro oficial no Palácio do Planalto.

Temer e Bolsonaro captaram resistências no atual Congresso a aprovar uma medida impopular. Parlamentares que não se reelegeram são os mais resistentes a endossar uma reforma previdenciária em 2018.

Para efeito público, Temer e Bolsonaro decidiram alimentar a expectativa de aprovar algo neste ano. Nos bastidores, porém, ambos jogaram a toalha.

Bolsonaro não quer correr o risco de sofrer uma derrota parlamentar antes de ser empossado.
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Moro mostra convergência de ideias com Bolsonaro


:: Kennedy Alencar em 06/11/2018 21:33 ::

Futuro ministro da Justiça, o juiz federal Sergio Moro mostrou hoje ter muita convergência de pensamento com Jair Bolsonaro em temas conservadores.

Numa entrevista coletiva em Curitiba, Moro apoiou a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos crimes de homicídio, lesão corporal grave e estupro. Também disse que seria possível debater a flexibilização da posse de armas, desde que limitada para impedir que tal mudança abasteça o crime organizado. Também avaliou a possibilidade de flexibilização do porte de um modo mais restrito do que a posse de arma.

Essas são três bandeiras conservadoras de Bolsonaro que ganharam a chancela do juiz que se tornou símbolo do combate à corrupção no Brasil.
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