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#TribunaDeMinas #TribunaLivre #JuizDeFora (07:00): https://tribunademinas.com.br/wp-content/uploads/2023/06/tribunalivre_destacada.jpg Na política, pouca coisa envelhece tão rápido quanto a ideia de que “o trabalho fala por si”. Não, não fala. E, no cenário atual, fala menos ainda. O que não é comunicado simplesmente não existe para grande parte da população: e isso vale para ações importantes, entregas do mandato e até posicionamentos que, se não forem explicados, se tornam ruído.
É justamente por isso que político inteligente não trata comunicação como um apêndice do gabinete. Trata como parte da estrutura. Não porque “fica bonito nas redes”, mas porque é assim que se constrói percepção pública, algo que pesa mais na balança eleitoral do que muita estratégia de última hora.
O dia a dia de mandatos eletivos é mais complexo do que parece. Entre agendas, projetos, demandas e crises, sobra pouco tempo para pensar comunicação com clareza. A boa assessoria existe para isso: organizar o que está sendo feito, dar unidade às ações, explicar o que importa e traduzir a política para quem não acompanha política. Não é truque. É método.
Nas cidades médias e no interior, essa importância é ainda mais evidente. O eleitorado não se informa apenas pelo Instagram. A rádio local segue viva, os jornais de cidade continuam sendo referência, o grupo de WhatsApp do bairro movimenta opinião mais rápido do que qualquer postagem patrocinada. Uma assessoria preparada entende esse ecossistema e sabe equilibrar esses mundos. É preciso respeitar o papel importante e necessário da imprensa.
É comum que alguns políticos imaginem que uma boa trajetória de trabalho basta. Mas não basta. A população não acompanha cada passo do mandato. O ritmo das redes é outro. As prioridades do território mudam rápido. A narrativa precisa acompanhar esses movimentos para não virar um amontoado de ações soltas que ninguém conecta.
Para quem olha para 2026, isso tudo pesa ainda mais. A eleição será marcada por disputa de narrativa, por candidatos que já estão se movimentando e por territórios que exigem presença constante, não aparições esporádicas. A comunicação não substitui a política, mas dá forma a ela. E político que entende isso cedo evita erros que custam ainda mais caro lá na frente.
Há quem trabalhe diariamente com Comunicação Política e perceba, na prática, como esse campo mudou nos últimos anos. Não se trata apenas de produzir conteúdo: é leitura de território, organização de narrativa, estratégia contínua. Comunicação exige técnica, sensibilidade e, sobretudo, constância: algo que muitos mandatos ainda subestimam.
E, no fim das contas, o peso maior não está no volume de publicações ou no barulho que elas fazem, mas na capacidade de construir sentido. Mandatos que compreendem essa diferença geralmente atravessam ciclos com mais estabilidade e acumulam capital político que não se perde ao primeiro tropeço. Aguardemos o passar dos dias…
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